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Demasiado branco, demasiado masculino, demasiado privilegiado? Diversidade ciclística no dia a dia

Blog Demasiado branco, demasiado masculino, demasiado privilegiado? Diversidade ciclística no dia a dia
A mobilidade em bicicleta não conhece idade, género, religião, estatuto socioeconómico, aparência física, ou etnia. Mas porque motivo a #CycleDiversity não se reflete nas nossas ruas? De 6 a 9 de Setembro, centenas de Velo-citizens discutirão esta questão na maior conferência mundial de mobilidade em bicicleta, a Velo-city 2021 Lisboa.
Para libertar o verdadeiro potencial do ciclismo como forma de transporte saudável e sustentável, a mobilidade em bicicleta diária deve tornar-se mais inclusiva, apelando e sendo acessível a todos.

Historicamente, as políticas de transportes e, por conseguinte, muitas vezes também as políticas de mobilidade em bicicleta eram principalmente planeadas por homens brancos burgueses e, como consequência, categorias inteiras da população urbana eram esquecidas. Estudos mostram, por exemplo, que a falta de infraestruturas seguras de ciclismo é uma das principais razões para o fosso dramático no número de homens e mulheres que andam de bicicleta em muitos países. As mulheres tendem a andar de bicicleta nas ruas com pouco tráfego automóvel, enquanto os homens preferem um caminho mais direto, mesmo que este passe por ruas mais perigosas. 


Crédito fotográfico - Aleksander Buczynski - ECF

A crise da Covid-19 revelou e aumentou as desigualdades em termos de riqueza, género e raça. Tornou-se mais evidente do que nunca que as cidades resilientes são cidades diversas, o que nos impele a exigir mudanças. Para o setor da mobilidade em bicicleta, mais especificamente, tal significa incluir pessoas de diferentes origens, com necessidades e realidades urbanas distintas, e tornar acessíveis todos os tipos de bicicletas.

Já existem muitas iniciativas para tornar a mobilidade em bicicleta acessível a todos. Por exemplo, aulas gratuitas de ciclismo para imigrantes, o projeto Pedalar sem Idade, que leva os idosos e pessoas com deficiência a andar de bicicleta, ou a Rede Mulheres no Ciclismo, que visa ajudar as mulheres a obter maior visibilidade, impacto e liderança no setor da mobilidade em bicicleta. A pandemia deve ser aproveitada como uma oportunidade para utilizar a diversidade ciclística como uma ferramenta para cidades mais justas e, assim, acelerar a transição para novos modelos urbanos de cidades inclusivas, verdes e inteligentes.



#CycleDiversity na Velo-city 2021 Lisboa

A Velo-city 2021 Lisboa arranca com um plenário de abertura sobre a Diversidade Ciclística, acolhendo peritos internacionais para discutir ambientes urbanos inclusivos e diversificados. 

Sessão plenária de abertura "Cycle Diversity" da Velo-city 2021 Lisboa - segunda-feira, 6 de Setembro, às 9 horas.

Conheça os oradores:
 
  • Fernando Medina, o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Através da sua política, tem demonstrado forte vontade e esforço em conduzir a capital portuguesa para uma cidade mais verde e de dimensão humana.
 
  • Anni Sinnemäki, Vice-presidente da Câmara Municipal de Helsínquia, cujo objetivo da cidade é "fazer da mobilidade em bicicleta um meio de transporte essencial e igualitário".
 
  • Erion Veliaj, o Presidente da Câmara Municipal de Tirana. Tem estado a trabalhar no combate aos engarrafamentos de trânsito na capital albanesa, melhorando os transportes públicos e construindo ciclovias.
 
  • Manuel de Araújo, o Presidente da Câmara de Quelimane em Moçambique. Declarou "Quando tomámos posse no Município de Quelimane em 2011, os ciclistas foram considerados cidadãos de segunda categoria, excluídos e deixados de fora sem direitos. Hoje em dia, são chamados "Filhos de Araújo". Sentem-se como cidadãos de primeira classe, os "donos da cidade". 
 
  • Will Norman, o Comissário da Mobilidade Ciclável e Pedestre de Londres, cujo trabalho é ajudar o Presidente da Câmara a tornar as ruas mais seguras para andar de bicicleta e a pé, dando aos londrinos a oportunidade de se deslocarem pela capital de uma forma mais saudável e mais verde.
 
  • Jill Warren, CEO da Federação Europeia de Ciclistas, onde lidera uma equipa de peritos competentes e apaixonados que promovem a mobilidade em bicicleta como um meio de transporte e de lazer sustentável, saudável e inclusivo.

Descubra o programa completo aqui



Por Adèle Saingenest
8 de Junho de 2021

Fonte:
https://www.theguardian.com/cities/2018/oct/29/tirana-2030-albania-capital-plan-erion-veliaj